Missa parte por parte

RITOS INICIAIS

Entrada do Celebrante
Vai começar a Celebração. É o nosso encontro com Deus, marcado pelo próprio Cristo. Jesus é o orante máximo que assume a Liturgia oficial da Igreja e consigo a oferece ao Pai. Ele é a cabeça e nós os membros desse corpo. Por isso nos incorporamos a Ele pra que nossa vida tenha sentido e nossa oração seja eficaz. Durante o canto de entrada, o padre acompanhado dos ministros, dirige-se ao altar. O celebrante faz uma inclinação e depois beija o altar. O beijo tem um endereço: não é propriamente para o mármore ou a madeira do altar, mas para o Cristo, que é o centro de nossa piedade.

Saudação

O Celebrante dirige-se aos fiéis fazendo o sinal da cruz. Essa expressão “EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO”, tem um sentido bíblico. Nome em sentido bíblico quer dizer a própria pessoa. Isto é iniciamos a Missa colocando a nossa vida e toda a nossa ação nas mãos da Santíssima Trindade.
O sinal da cruz significa que estamos na presença do Senhor e que compartilhamos de Sua autoridade e de Seu poder.

Ato penitencial
Em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa e silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma forma de confissão geral, concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui eficácia do sacramento da penitência.

Depois do ato penitencial inicia-se sempre o “Senhor, tende piedade” a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial. Via de regra, cada aclamação é repetida duas vezes. “Quando o Kirie é cantado como parte do ato penitencial, antepõe-se a cada aclamação uma ‘invocação”.

Hino de louvor
O Glória é um hino de louvor. Não constitui uma aclamação trinitária. No Glória (um dos primeiros cânticos de louvor da Igreja), entramos no louvor de Jesus diante do Pai, e a oração d’Ele torna-se nossa. Quando louvamos, reconhecemos o Senhor como criador e Seu contínuo envolvimento ativo em nossas vidas. Ele é o oleiro, nós somos a argila (Jr 18,6). Louvemos!

OREMOS (Oração Coleta)
A oração é seguida de uma pausa este é o momento que o celebrante nos convida a nos colocarmos em oração. Durante esse tempo de silêncio cada um faça Mentalmente o seu pedido a Deus. Em seguida o padre eleva as mãos e profere a oração, oficialmente, em nome de toda a Igreja. Nesse ato de levantar as mãos o celebrante está assumindo e elevando a Deus todas as intenções dos fiéis. Após a oração todos respondem AMÉM, para dizer que aquela oração também é sua.

LITURGIA DA PALAVRA
Após o AMÉM da Oração, a comunidade senta-se, mas deve esperar o celebrante dirigir-se à cadeira. A Liturgia da Palavra tem um conteúdo de maior importância, pois é nesta hora que Deus nos fala solenemente. Fala a uma comunidade reunida como “Povo de Deus”. A Palavra explicada, nosso compromisso com Deus, nossas súplicas e ofertas.

Primeira leitura
E quando se inicia a Liturgia da Palavra, peçamos ao Espírito Santo que nos fale por intermédio dos versículos bíblicos: que as leituras sejam para nós palavras de sabedoria, discernimento, compreensão e cura.
A Primeira Leitura geralmente é tirada do Antigo Testamento, onde se encontra o passado da História da Salvação. O próprio Jesus nos fala que nele se cumpriu o que foi predito pelos Profetas a respeito do Messias.

Salmo responsorial
Salmo Responsorial antecede a segunda leitura, é a nossa resposta a Deus pelo que foi dito na primeira leitura. Ajuda-nos a rezar e a meditar na Palavra acabada de proclamar. Pode ser cantado ou recitado. O canto do Salmo, ajustado á Leitura que precede, não pode se substituído, este Salmo é sempre extraído um texto bíblico, comumente extraído do Saltério.

Segunda leitura
A Segunda Leitura é tirada das Cartas, Atos ou Apocalipse. As cartas são dirigidas a uma comunidade a todos nós.

Canto de aclamação ao Evangelho
Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho canta-se o Aleluia ou outro conta estabelecido, conforme exigir o tempo litúrgico.

Evangelho
Toda a Assembleia está de pé, numa atitude de expectativa para ouvir a Mensagem. A Palavra de Deus solenemente anunciada, não pode estar “dividida” com nada: com nenhum barulho, com nenhuma distração, com nenhuma preocupação. É como se Jesus, em Pessoa, se colocasse diante de nós para nos falar.
A Palavra do Senhor é luz para nossa inteligência, paz para nosso Espírito e alegria para nosso coração.

Homilia
É a interpretação de uma profecia ou a explicação de um texto bíblico. A Bíblia não é um livro de sabedoria humana, mas de inspiração divina. Jesus tinha encerrado sua missão na terra. Havia ensinado o povo e particularmente os discípulos.
O sacerdote é esse “homem de Deus”. Na homilia ele “atualiza o que foi dito há dois mil anos e nos diz o que Deus está querendo nos dizer hoje”.
Então o sacerdote explica as leituras. É o próprio Jesus quem nos fala e nos convida a abrir nossos corações ao seu amor. Reflitamos sobre Suas palavras e respondamos colocando-as em prática em nossa vida. (Breve Silêncio)

Profissão de fé
Em seguida, os fiéis se levantam e recitam o Credo. Nessa oração professamos a fé do nosso Batismo.
A fé é à base da religião, o fundamento do amor e da esperança cristã. Crer em Deus é também confiar Nele. Creio em Deus Pai, com essa atitude queremos dizer que cremos na Palavra de Deus que foi proclamada e estamos prontos para pô-la em prática.

Oração da comunidade (Oração dos fiéis)
Depois de ouvirmos a Palavra de Deus e de professarmos nossa fé e confiança em Deus que nos falou, nós colocamos em Suas mãos as nossas preces de maneira oficial e coletiva. Mesmo que o meu pedido não seja pronunciado em voz alta, eu posso colocá-lo na grande oração da comunidade. Assim se torna oração de toda a Igreja. E ainda de pé rogamos a Deus pelas necessidades da Igreja, da comunidade e de cada fiel em particular. Nesse momento fazemos também nossas ofertas a Deus.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Canto e apresentação das oferendas
Durante a procissão das oferendas canta-se o canto das ofertas. As principais ofertas são o pão e vinho. Essa caminhada, levando para o altar as ofertas, significa que o pão e o vinho estão saindo das mãos do homem que trabalha. As demais ofertas representam igualmente a vida do povo, a coleta do dinheiro é o fruto da generosidade e do trabalho dos fiéis. E assim como a água colocada no cálice torna-se uma só coisa com o vinho, também nós, na Missa, nos unimos a Cristo para formar um só corpo com Ele. O celebrante lava as mãos, essa purificação das mãos significa uma purificação espiritual do ministro de Deus.
a) Orai, irmãos…

Terminado o canto, o presidente convida a assembleia a se unir numa só oração para que Deus aceita o sacrifício que está sendo oferecido. (de pé)

b) Oração sobre as oferendas

É a segunda oração presidencial da missa. Em nome da assembleia que celebra, o presidente pede a Deus que aceita as ofertas do povo. A comunidade consente co o “Amem”.

Oração Eucarística

Começa a oração eucarística, centro de toda celebração. A assembleia está de pé (e se ajoelha na consagração) participando com respeito nas aclamações da comunidade. Cada oração eucarística tem suas características. Mas todas possuem em comum 8 elementos.

a) Prefacio

É a abertura. É uma ação de graças ao Pai por Jesus Cristo, e inicia-se com um dialogo entre o presidente e a assembleia.

b) Santo
o prefácio termina com um louvor cósmico a Deus. A assembleia se une a esse coral universal e canta de Deus com esta doxologia: “Santo, Santo, Santo…”. O “Santo” deveria ser sempre cantado.

c) Epiclese
É a invocação do Espírito Santo sobre as oferendas. O presidente da celebração impõe as mãos sobre o pão e vinho, e pede que por ação do Espírito Santo se tornem Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo.

d) Narrativa da instituição e consagração
É ponto alto da celebração eucarística. Quem preside repete os gestos e palavra do Senhor na última ceia. O pão e vinho se tornam Corpo e Sangue do Senhor.

Obs.:

Em silêncio. Solos durante o momento da consagração, não deveriam existir. Nem aquelas sinetas deveriam ser tocadas. É um momento de silêncio absoluto de adoração profunda. Se houver fundo musical e sineta, os dois tocando é um verdadeiro exagero. Ou um ou outro! Mas, lembre-se: o ideal é o silêncio piedoso e profundo.
e) Anamnese (ou seja memorial)

O próprio Senhor Jesus ordenou: “Fazei insto em memória de mim”.

f) Oblação (ou ofertório)

Agora é que aparece a palavra “ofertamos”, sinal de que o verdadeiro ofertório da missa acontece aqui, e a oferta é insuperável: o próprio Cristo – seu Corpo e seu Sangue – oferecidos as Pai, no Espírito, por nós. Recebendo o Corpo de Cristo nos tornamos Corpo de Cristo pela ação do Espírito Santo.

g) Intercessões

Ainda em nome de toda a assembleia, o presidente faz intercessões: pela Igreja (Papa, Bispos, Presbíteros e todo clero), pela comunidade que celebra sua fé, pelo mundo e pelos fieis defuntos.

h) Doxologia final

É um breve hino de louvor. “Por Cristo, com Cristo e em Cristo” (a assembleia acompanha em silêncio) e finaliza com um grande “Amem” que poderá ser repetido.

RITO DA COMUNHÃO

A Oração do Senhor
Jesus nos ensinou a chamar a Deus de Pai e assim somos convidados a rezar o Pai-Nosso.
Pai Nosso é recitado de pé, com as mãos erguidas, na posição de orante.

Pode também ser cantado, mas sem alterar a sua fórmula. após o Pai Nosso na Missa não se diz amém pois a oração seguinte é continuação.

Rito da paz
Após o Pai-Nosso, o sacerdote repete as palavras de Jesus: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz”.
A paz é um dom de Deus. É o maior bem que há sobre a terra. Assim como só Deus pode dar a verdadeira paz, também só quem está em comunhão com Deus é que pode comunicar a seus irmãos a paz.

Fração do pão
O celebrante parte da hóstia grande e coloca um pedacinho da mesma dentro do cálice, que representa a união do Corpo e do Sangue do Senhor num mesmo Sacrifício e mesma comunhão.
Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Jesus é apresentado como o “cordeiro de Deus”. Os fiéis sentem-se indignos de receber o Corpo do Senhor e pedem perdão mais uma vez.

Comunhão
A Eucaristia é um tesouro que Jesus, o Rei imortal e eterno, deixou como Mistério da Salvação para todos os que nele creem. Comungar é receber Jesus Cristo, Reis dos Reis, para alimento de vida eterna.
À mesa do Senhor recebemos o alimento espiritual
A hora da Comunhão merece nosso mais profundo respeito, pois nos tornamos uma só coisa em Cristo. E sabemos que essa união com Cristo é o laço de caridade que nos une ao próximo. O fruto de nossa Comunhão não será verdadeiro se não vemos melhorar a nossa compaixão, paciência e compreensão para com os outros.

Modo de comungar
Quem comunga recebendo a hóstia na mão deve elevar a mão esquerda aberta, para o padre colocar a comunhão na palma da mão. O comungante imediatamente, pega a Hóstia com a direita e comunga ali mesmo na frente do padre ou ministro. Ou direto na boca.
Quando a comunhão é nas duas espécies, ou seja, pão e vinho é diretamente na boca.

Pós comunhão
Depois de comungar temos alguns preciosos minutos em que Nosso Senhor Jesus Cristo nos tem, poderíamos dizer, abraçados. Perguntemos corajosamente: Senhor, que queres que eu faça? E estejamos abertos para ouvirmos a resposta. Quantos milagres e quantas curas acontecem nesse momento em que Deus está vivo e presente em nós!

Rito final
Seguem-se a Ação de Graças e os Ritos Finais. Despedimo-nos, e é nessa hora que começa nossa missão: a de levar Deus àqueles que nos foram confiados, a testemunhar Seu amor em nossos gestos, palavras a ações.

Como receber a benção

É preciso valorizar mais e receber com fé a benção solene dada no final da Missa. E a Missa termina com a benção.

Qual a parte mais importante da Missa?

É justamente agora a parte mais importante da Missa, quando Ela se acaba, pois colocamos em prática tudo aquilo que ouvimos e aprendemos durante a celebração, enfim quando vivenciamos os ensinamentos de Deus Pai.

Fontes:

  • Doc. CNBB 43 – Animação da Vida Litúrgica do Brasil – Paulinas 19ª edição – 2003
  • Por que Creio – A Missa explicada parte por parte –Pe. José Bortolini – Paulus – 2006
  • Instrução Geral do Missal Romano e Instrução ao Lecionário – Edição CNBB – 2008
  • Dinâmica para a equipe de liturgia – Frei Fabreti, OFM – Ed. Vozes – 2002

 

Facilitador: Manoel Lima de Oliveira  

Uma resposta para Missa parte por parte

  1. Sonia Maria Moreira de Souza disse:

    Gostei muito de como foi tratado o assunto sobre missa.De uma maneira clara e completa.Era o que eu estava procurando

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