CELEBRAÇÃO DA PALAVRA

Introdução

É na Celebração da Palavra de Deus que muitas comunidades encontram, habitualmente, o alimento de sua vida cristã. (cf. Documento 52 da CNBB nº 05). Ela é um ato litúrgico reconhecido e incentivado pela Igreja, cuja aceitação pastoral torna-se ainda mais significativa se considerarmos o apreço das comunidades pela leitura e meditação da Sagrada Escritura e a prática da Leitura Orante.

A finalidade dessas celebrações é a de assegurar às comunidades cristãs a possibilidade de, na ausência do presbítero, se reunir, em especial no domingo (Dia do Senhor), para celebrar o memorial da paixão, morte e ressurreição do Senhor. Por isso a Igreja reconhece a celebração da Palavra de Deus na ausência do presbítero como verdadeiro ato litúrgico e realmente as incentiva nas comunidades que não podem celebrar a Eucaristia.

A celebração da Palavra de Deus presidida por um diácono, seminarista ou ministro leigo devidamente preparado e delegado para tal tarefa, não é uma “mini-missa”, “missa sem consagração” ou algo parecido. Tem seu sentido, valor litúrgico e normas próprias emanadas pelos documentos da Igreja. “A celebração da Palavra, mesmo com a distribuição da comunhão, não deve levar o povo a pensar que se trate ao sacrifício da Missa” (cf. Documento 43 da CNBB nº 98).

A Conferência de Medellín realça o valor da celebração da Palavra de Deus e sublinha sua relação com as celebrações sacramentais: “fomente-se as sagradas celebrações da Palavra conservando sua relação com os sacramentos nos quais ela alcança sua máxima eficácia, e particularmente com a Eucaristia (Medellín 9,14). (cf. Documento 26 da CNBB nº 229).

A Conferência de Puebla recomenda as celebrações da Palavra presididas por Diáconos ou leigos delegados como ocasiões específicas de evangelização do povo cristão, a partir de uma abundante, variada e boa escolha de leituras da Sagrada Escritura (Puebla 929, 944 e 946).

“Os leigos também são chamados a participar na ação pastoral da Igreja, primeiro com o testemunho de vida e, em segundo lugar, com ações no campo da evangelização, da vida litúrgica e outras formas de apostolado, segundo as necessidades locais sob a guia de seus pastores. Eles estarão dispostos a abrir para eles espaços de participação e confiar-lhes ministérios e responsabilidades em uma Igreja onde todos vivam de maneira responsável seu compromisso cristão. Aos catequistas, ministros da Palavra e animadores de comunidades que cumprem magnífica tarefa dentro da Igreja, os reconhecemos e animamos a continuarem o compromisso que adquiriram no batismo e na confirmação” (cf. Documento de Aparecida nº 211).

As celebrações da Palavra de Deus fazem parte da tradição da Igreja. As comunidades primitivas criaram uma estrutura própria de celebração da Palavra – o ofício divino. Hoje existem nas comunidades católicas do Brasil diversos roteiros da Celebração da Palavra de Deus, pois não há um rito definido, porém, há uma certa lógica a ser observa que, em seu conjunto, reflete uma coerência teológico-litúrgica. É a lógica da revelação: o Senhor convida e reúne, o povo atende e se apresenta (ritos iniciais); o Senhor fala, a assembléia responde professando sua fé, suplicando e rezando (ritos da Palavra), louvando e bendizendo (ritos de louvor ou ação de graças). A comunidade com ritos, gestos e símbolos expressa e renova a Aliança de Deus com o seu povo e deste com Deus. A assembléia é abençoada e enviada em missão para a construção de comunidades vivas (ritos finais)” (cf. Documento 52 da CNBB nº 52 e Guia Litúrgico-Pastoral da CNBB p. 60).

“Na celebração da Palavra sejam devidamente valorizados os seguintes elementos:

– reunião em nome do Senhor (ritos iniciais)

– proclamação e atualização da Palavra (ritos da Palavra)

– louvor ou ação de graças (rito de louvor ou ação de graças)

– envio em missão (ritos finais)”. (cf. Documento 52 da CNBB, nº 54)

Nas celebrações da Palavra de Deus, geralmente, “os ritos iniciais, a Liturgia da Palavra e os ritos finais seguem o mesmo roteiro da celebração eucarística. Pode também ser utilizado o roteiro da Liturgia da Horas ou do Ofício Divino das Comunidades” (cf. Guia Litúrgico-Pastoral da CNBB p. 61).

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Uma resposta para CELEBRAÇÃO DA PALAVRA

  1. Milton Soares Nascimento disse:

    Gostei muito deste cometario (Orientação) para uma orientação no ato das celebrações da Palavra que fazemos aos Domingos em nossas comunidades. Êsta explicação final,ciquinifica muito para todos; e, especialmente, para nós leigos no nosso dia-dia e nas nossas celebrações, da PALAVRA. Obrigado por este ato cristã. (Espero receber outras.)

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