DOMINGO “DIA DO SENHOR” – “DIA DE PRECEITO”


Celebração da Palavra de Deus “DOMINICAL” cumpre-se o preceito?

Vamos entender em primeiro lugar o que é “preceito”

 PRECEITO

  1. m.
  2. Regra de proceder.
  3. Doutrina; norma; prescrição; ordem.

Preceito (do latim praeceptum) é concebido como um comando ou proibição de realizar uma determinada ação ou omissão. A norma contém uma forma abstrata, ou seja, a descrição do fazer ou não fazer, e toma um comando em reação à conduta omissiva ou ofensa à conduta esperada.

Na Igreja temos obrigação a seguir, como os Mandamentos da Igreja que são 05 (cinco):

Primeiro mandamento da Igreja: “Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”.

  1. Se olharmos o Código de Direito Canônico, Cân. 1248, temos –

Cân. 1248 § 1. Satisfaz ao preceito de participar da missa quem assiste à missa em qualquer lugar onde é celebrada em rito católico, no próprio dia de festa ou na tarde do dia anterior.

  • 2. Por falta de ministro sagrado ou por outra grave causa, se a participação na celebração eucarística se tornar impossível, recomenda-se vivamente que os fiéis participem da liturgia da Palavra, se houver, na igreja paroquial ou em outro lugar sagrado, celebrada de acordo com as prescrições do Bispo diocesano; ou então se dediquem a oração por tempo conveniente, pessoalmente ou em família, ou em grupos de família de acordo com a oportunidade.

Portanto, a Celebração da Palavra de Deus, com distribuição da Comunhão Eucarística, sendo um ato extraordinário. Nós, como Igreja, deveríamos afixar o calendário na Igreja para que os fieis sejam esclarecidos – se devem ou não participarnão satisfaz o “preceito” dominical. A Celebração da Palavra de Deus, na ausência do sacerdote, Não tem o mesmo valor, os fieis tem que se deslocar a Igreja Matriz ou até Igrejas das Paróquias vizinhas. Quando falamos no Domingo “Dia do Senhor” temos que participar da Celebração Eucarística – Missa, sendo impossível o deslocamento, acaba a obrigação.

Não devemos supervalorizar a nossa Comunidade, afinal de contas somos cristãos Católicos, a ponto de acharmos que a minha comunidade é um valor superior a participação da Missa, minha casa é o lugar que encontro com Igreja de Deus.

  1. No Catecismo da Igreja Católica, tem uma vasta informação do que é guardar o Domingo:

Artigo 3

TERCEIRO MANDAMENTO

2.169 a 2195

Lembra-te do dia do sábado para santificá-lo. Trabalharás durante seis dias e farás todas as tuas obras. O sétimo dia, porém, é o sábado do Senhor, teu Deus. Não farás nenhum trabalho (Ex 20,8-l0). O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado, de modo que o Filho do Homem é senhor até do sábado (Mc 2,27-28).

  1. O dia do sábado

O terceiro mandamento do Decálogo lembra a santidade do sábado: “O sétimo dia é sábado; repouso absoluto em honra do Senhor” (Ex 31,15).

A propósito dele, a Escritura faz memória da criação: “Porque em seis dias o Senhor fez o céu e a terra, o mar e tudo o que eles contêm, mas repousou no sétimo dia. Por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Ex 20,11).

No dia do Senhor, a Escritura revela ainda um memorial da libertação de Israel da escravidão do Egito: “Recorda que foste escravo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te fez sair de lá com a mão forte e o braço estendido. E por isso que o Senhor teu Deus te ordenou guardar o dia de sábado” (Dt 5,15).

Deus confiou o sábado a Israel, para que ele pudesse guardá-lo em sinal da aliança inquebrantável. O sábado é, para o Senhor, santamente reservado ao louvor de Deus, de sua obra de criação e de suas ações salvífica em favor de Israel.

O agir de Deus é o modelo do agir humano. Se Deus “retomou o fôlego” no sétimo dia (Ex 31,17), também o homem deve “folgar” e deixar que os outros, sobretudo os pobres, “retomem fôlego”. O sábado faz cessar os trabalhos cotidianos e concede uma pausa. E um dia de protesto contra as escravidões do trabalho e o culto do dinheiro

O Evangelho relata numerosos incidentes em que Jesus é acusado de violar a lei do sábado. Mas Jesus nunca profana a santidade desse dia. Dá-nos com autoridade sua autêntica interpretação: “O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado” (Mc 2,27). Movido por compaixão, Cristo se permite, no “dia de sábado, fazer o bem de preferência ao mal, salvar uma vida de preferência a matar. O sábado é o dia do Senhor das misericórdias e da honra de Deus. “O Filho do Homem é senhor até do sábado” (Mc 2,28).

  1. O dia do Senhor

Este é o dia que o Senhor fez, exultemos e alegremo-nos nele (Sl 117,24).

 O DIA DA RESSURREIÇÃO: A NOVA CRIAÇÃO

Jesus ressuscitou dentre os mortos “no primeiro dia da semana” (Mc 16,2). Enquanto “primeiro dia”, o dia da Ressurreição de Cristo lembra a primeira criação. Enquanto “oitavo dia”, que segue ao sábado, significa a nova criação inaugurada com a Ressurreição de Cristo. Para os cristãos, ele se tomou o primeiro de todos os dias, a primeira de todas as festas, o dia do Senhor (“Hé kyriaké hemera”, “dies dominica “), o “domingo”:

Reunimo-nos todos no dia do sol, porque é o primeiro dia (após sábado dos judeus, mas também o primeiro dia) em que Deus extraindo a matéria das trevas, criou o mundo e, nesse mesmo dia Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dentre os mortos.

O DOMINGO – PLENITUDE DO SÁBADO

O domingo se distingue expressamente do sábado, ao qual sucede cronologicamente, a cada semana, e cuja prescrição espiritual substitui, para os cristãos. Leva à plenitude, na Páscoa de Cristo, a verdade espiritual do sábado judeu e anuncia o repouso eterno do homem em Deus. Pois o culto da lei preparava o mistério de Cristo e o que nele se praticava prefigurava, de alguma forma, algum aspecto de Cristo:

Aqueles que viviam segundo a ordem antiga das coisas voltaram-se para a nova esperança não mais observando o sábado, mas sim o dia do Senhor, no qual a nossa vida é abençoada por Ele e por sua morte.

A celebração do domingo observa a prescrição moral naturalmente inscrita no coração do homem de “prestar a Deus um culto exterior, visível, público e regular sob o signo de seu beneficio universal para com os homens”. O culto dominical cumpre o preceito moral da Antiga Aliança, cujo ritmo e espírito retoma ao celebrar cada semana o Criador e o Redentor de seu povo.

A EUCARISTIA DOMINICAL

A celebração dominical do Dia e da Eucaristia do Senhor está no coração da vida da Igreja. “O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o Mistério Pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como dia de festa de preceito por excelência.”

“Devem ser guardados igualmente o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania, da Ascensão e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria, Mãe de Deus, de sua Imaculada Conceição e Assunção, de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e, por fim, de Todos os Santos.”

Esta prática da assembleia cristã data dos inícios da era apostólica. A Epístola aos Hebreus lembra: “Não deixemos as nossas assembleias, como alguns costumam fazer. Procuremos animar-nos sempre mais” (Hb 10,25).

A Tradição guarda a lembrança de uma exortação sempre atual: “Vir cedo à Igreja, aproximar-se do Senhor e confessar seus pecados, arrepender-se na oração…Participar da santa e divina liturgia terminar a oração e não sair antes da despedida… Dissemos muitas vezes: este dia vos é dado para a oração e o repouso. E o dia que o Senhor fez. Exultemos e alegremo-nos nele”

“Paróquia é uma determinada comunidade de fiéis, constituída de maneira estável na Igreja particular, e seu cuidado pastoral é confiado ao pároco, como a seu pastor próprio, sob autoridade do bispo diocesano.” E o lugar onde todos os fiéis podem ser congregados pela celebração dominical da Eucaristia. A paróquia inicia o povo cristão na expressão ordinária da vida litúrgica, reúne-o nesta celebração, ensina a doutrina salvífica de Cristo, pratica a caridade do Senhor nas obras boas e fraternas.

Não podes rezar em casa como na Igreja, onde se encontra o povo reunido, onde o grito é lançado a Deus de um só coração. Há ali algo mais, a união dos espíritos, a harmonia das almas o vínculo da caridade, as orações dos presbíteros.

A OBRIGAÇÃO DO DOMINGO

O mandamento da Igreja determina e especifica a lei do Senhor: “Aos domingos e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa”. “Satisfaz ao preceito de participar da missa quem assiste à missa celebrada segundo o rito católico no próprio dia de festa ou à tarde do dia anterior.

A Eucaristia do domingo fundamenta e sanciona toda a prática cristã. Por isso os fiéis são obrigados a participar da Eucaristia nos dias de preceito, a não ser por motivos muito sérios (por exemplo, uma doença, cuidado com bebês) ou se forem dispensados pelo próprio pastor. Aqueles que deliberadamente faltam a esta obrigação cometem pecado grave.

A participação na celebração comunitária da Eucaristia dominical é um testemunho de pertença e de fidelidade a Cristo e à sua Igreja. Assim, os fiéis atestam sua comunhão na fé e na caridade. Dão simultaneamente testemunho da santidade de Deus e de sua esperança na salvação, reconfortando-se mutuamente sob a moção do Espírito Santo.

“Por falta de ministro sagrado ou por outra causa grave, se a participação na celebração eucarística se tornar impossível, recomenda-se vivamente que os fiéis participem da liturgia da Palavra, se houver, na igreja paroquial ou em outro lugar sagrado, celebrada segundo as prescrições do Bispo diocesano, ou então se dediquem à oração durante um tempo conveniente, a sós ou em família, ou em grupos de famílias, de acordo com a oportunidade.”

DIA DE GRAÇA E DE INTERRUPÇÃO DO TRABALHO

Como Deus “descansou no sétimo dia, depois de toda a obra que fizera” (Gn 2,2), a vida humana é ritmada pelo trabalho e pelo repouso. A instituição do dia do Senhor contribui para que todos desfrutem do tempo de repouso e de lazer suficiente que lhes permita cultivar sua vida familiar, cultural, social e religiosa.

Durante o domingo e os outros dias de festa de preceito, os fiéis se absterão de se entregar aos trabalhos ou atividades que impedem o culto devido a Deus, a alegria própria ao dia do Senhor, a prática das obras de misericórdia e o descanso conveniente do espírito e do corpo. As necessidades familiares ou uma grande utilidade social são motivos legítimos para dispensa do preceito do repouso dominical. Os fiéis cuidarão para que dispensas legítimas não acabem introduzindo hábitos prejudiciais à religião, à vida familiar e à saúde.

O amor da verdade busca o santo ócio, a necessidade do amor acolhe o trabalho justo.

Os cristãos que dispõem de lazer devem lembrar-se de seus irmãos que têm as mesmas necessidades e os mesmos direito mas não podem repousar por causa da pobreza e da miséria. O domingo é tradicionalmente consagrado pela piedade cristã às boas obras e aos humildes serviços de que carecem os doentes, os enfermos, os idosos. Os cristãos santificarão ainda o domingo dispensando à sua família e aos parentes o tempo e a atenção que dificilmente podem dispensar nos outros dias da semana. O domingo é um tempo de reflexão, de silêncio, de cultura e de meditação, que favorecem o crescimento da vida interior cristã.

Santificar os domingos e dias de festa exige um esforço o comum. Cada cristão deve evitar impor sem necessidades a outrem o que o impediria de guardar o dia do Senhor. Quando os costumes (esporte, restaurantes etc.) e as necessidades sociais (serviços públicos etc.) exigem de alguns um trabalho dominical, cada um assuma a responsabilidade de encontrar um tempo suficiente de lazer. Os fiéis cuidarão, com temperança e caridade, de evitar os excessos e violências causadas às vezes pelas diversões de massa. Apesar das limitações econômicas, os poderes públicos cuidarão de assegurar aos cidadãos um tempo destinado ao repouso e ao culto divino. Os patrões têm uma obrigação análoga com respeito a seus empregados.

Dentro do respeito à liberdade religiosa e ao bem comum de todos, os cristãos precisam envidar esforços no sentido de que os domingos e dias de festa da Igreja sejam feriados legais. A todos têm de dar um exemplo público de oração, de respeito e de alegria e defender suas tradições como uma contribuição preciosa para a vida espiritual da sociedade humana. Se a legislação do país ou outras razões obrigarem a trabalhar no domingo, que, apesar disso este dia seja vivido como o dia de nossa libertação, que nos faz participar desta “reunião de festa”, desta “assembleia dos primogênitos cujos nomes estão inscritos nos céus” (Hb 12,22-23).

RESUMINDO

  • “Guardarás o dia de sábado para santificá-lo” (Dt 5,12). “No sétimo dia se fará repouso absoluto em honra do Senhor” (Ex 31,15).
  • O sábado, que representava o término da primeira criação, é substituído pelo domingo, que lembra a criação nova, inaugurada com a Ressurreição de Cristo.
  • A Igreja celebra o dia da Ressurreição de Cristo no oitavo dia, que é corretamente chamado dia do Senhor, ou domingo.
  • “O domingo (…)deve ser guardado em toda a Igreja como o dia de festa de preceito por excelência.” “No domingo e em outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa.”
  • “No domingo e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis se absterão das atividades e negócios que impeçam o culto a ser prestado a Deus, a alegria própria do dia do Senhor e o devido descanso da mente e do corpo.”
  • A instituição do domingo contribui para que “todos tenham tempo de repouso e de lazer suficiente para lhes permitir cultivar sua vida familiar, cultural, social e religiosa.
  • Todo cristão deve evitar impor sem necessidade aos outros aquilo que os impediria de guardar o dia do Senhor.
  1. Para fecharmos as informações temos a Instrução Redemptions Sacramentum, que trata diretamente do assunto ora tratado, ela retoma a realidade de que para o preceito dominical nos temos o domingo, e que, portanto, a Celebração da Palavra de Deus é um ato extraordinário. Como podemos ver:
  1. CELEBRAÇÕES PARTICULARES QUE SÃO FEITAS NA AUSÊNCIA DO SACERDOTE
  2. A Igreja, no dia que recebe o nome de ”domingo”, reúne-se fielmente para comemorar, de maneira especial, na celebração da missa, a ressurreição do Senhor e todo o mistério pascal.[17] De fato, “a comunidade cristã se edifica a partir da Eucaristia, em que fixa suas raízes e apoia sua estrutura”.[18] Portanto, o povo cristão tem o direito de que a Eucaristia seja celebrada em seu favor no domingo, nas festas de preceito, nos outros dias principais de festa e, quanto possível, também diariamente. Portanto, se no domingo numa paróquia ou em uma comunidade de fieis for difícil celebrar a missa, o bispo diocesano avalie juntamente com o presbítero soluções oportunas.[19] Entre tais soluções, as principais serão: chamar outros sacerdotes para essa finalidade ou solicitar aos fieis que se dirijam a uma igreja em algum local próximo para participar do mistério eucarístico.[20]
  3. Todos os sacerdotes, a quem tem sido entregue o sacerdócio e a Eucaristia «para» os outros,[21] lembrem-se de que seu encargo é para que todos os fiéis tenham oportunidade de cumprir com o preceito de participar na Missa do domingo.[22] Por sua parte, os fiéis leigos têm direito a que nenhum sacerdote, a não ser que exista verdadeira impossibilidade, nunca rejeite celebrar a Missa em favor do povo, ou que esta seja celebrada por outro sacerdote, se de diverso modo não se pode cumprir o preceito de participar na Missa, no domingo e nos outros dias estabelecidos.
  4. «Quando falta o ministro sagrado ou outra causa grave fez impossível a participação na celebração eucarística»,[23] o povo cristão tem direito a que o Bispo diocesano, quando possível, procure que se realize alguma celebração dominical para essa comunidade, sob sua autoridade e conforme às normas da Igreja. Por isso, esta classe de Celebrações dominicais especiais, devem ser consideradas sempre como absolutamente extraordinárias. Portanto, quer sejam diáconos ou fiéis leigos, todos os que têm sido encarregados pelo Bispo diocesano para tomar parte neste tipo de Celebrações, «considerarão como mantida viva na comunidade uma verdadeira ?fome? da Eucaristia, que leve a não perder ocasião alguma de ter a celebração da Missa, inclusive aproveitando a presença ocasional de um sacerdote que não esteja impedido pelo direito da Igreja para celebrá-la».[24]
  5. É necessário evitar, diligentemente, qualquer confusão entre este tipo de reuniões e a celebração eucarística.[25] Os Bispos diocesanos, portanto, valorizem com prudência se deve distribuir a sagrada Comunhão nestas reuniões. Convém que isto seja determinado, para promover uma maior coordenação, pela Conferência de Bispos, de modo que alcançada a resolução, a apresentará à aprovação da Sé apostólica, mediante a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Além disso, na ausência do sacerdote e do diácono, será preferível que as diversas partes possam ser distribuídas entre vários fiéis, em vez de que um só dos fiéis leigos dirija toda a celebração. Não convém, em nenhum momento, que se diga que um fiel leigo «preside» a celebração.
  6. Assim mesmo, o Bispo diocesano, a quem somente corresponde este assunto, não conceda com facilidade que este tipo de Celebrações, sobretudo se entre elas se distribui a sagrada Comunhão, revivendo-se nos dias feriais e, sobretudo, nos lugares onde o domingo precedente, ou o seguinte, se tem podido ou se poderá celebrar a Eucaristia. Roga-se vivamente aos sacerdotes que, ao ser possível, celebrem diariamente a santa Missa pelo povo, em uma das igrejas que lhes têm sido confiadas.
  7. «De maneira parecida, não se pode pensar em substituir a santa Missa dominical com Celebrações ecumênicas da Palavra ou com encontros de oração em comum com cristãos membros de outras […] comunidades eclesiais, ou bem com a participação em seu serviço litúrgico».[26] Se por uma necessidade urgente, o Bispo diocesano permitir ad actum a participação dos católicos, vigiem pastores para que entre os fiéis católicos não se produza confusão sobre a necessidade de participar na Missa de preceito, também nestas ocasiones, a outra hora do dia.[27]

4 . Nossa OPINIÃO

Pelo mandato do Bispo Diocesano, fomos investidos Ministros Extraordinários da Palavra, amparados pelo Diretório Pastoral Liturgico-Sacramental, 2ª edição – 2008, no seu Anexo III, p. 59, temos as “Normas e Orientações para os Ministros Extraordinários da Palavra” as informações acima contidas indicam através dos documentos da Igreja.

Preceito (do latim praeceptum) é concebido como um comando ou proibição de realizar uma determinada ação ou omissão. A norma contém uma forma abstrata, ou seja, a descrição do fazer ou não fazer, e toma um comando em reação à conduta omissiva ou ofensa à conduta esperada.

Quando os documentos diz que não se deve Celebrar a Palavra, no domingo, pois mesmo os fieis ao participarem da Celebraçãoda Palavra, estão obrigados a participar da Celebração Eucaristica, sob pena de não estar cumprindo o que manda Santa Madre Igreja, se não tiver na sua paróquia, se deslocar até a uma paróquia vizinha para participar do sacrificio da Missa.

Que o Ministro Extraordinário da Palavra, tendo conciência de que não substitui ao Ministro Ordenado, como diz – Instrução Redemptions Sacramentum, não convém, em momento algum, se diga que um fiel leigo “preside” a celebração. Contrariando de forma direta o [CDC Cân. 230 § 3]

Cân. 230 § 1. Os leigos varões que tiverem a idade e as qualidades estabelecidas por decreto da Conferência dos Bispos, podem ser assumidos estavelmente, mediante o rito litúrgico prescrito, para os ministérios do leitor e de acólito; o ministério, porém, a eles conferido não lhes dá o direito ao sustento ou à remuneração por parte da Igreja.

  • 2. Os leigos podem desempenhar, por encargo temporário, as funções de leitor nas ações litúrgicas; igualmente todos os leigos podem exercer o encargo de comentador, de cantor ou outros, de acordo com o direito.
  • 3. Onde a necessidade da Igreja, o aconselhar, podem também os leigos, na falta de ministros, mesmo não sendo leitores ou acólitos, suprir alguns de seus ofícios, a saber, exercer o ministério da palavra, presidir às orações litúrgicas,

administrar o batismo e distribuir a sagrada Comunhão, de acordo com as prescrições do direito.

Em nosso país, são particularmente numerosas as celebrações dominicais da Palavra, presididas por “leigas e leigas que se esforçam por desempenhar esta função na fidelidade ao Evangelho e atendendo às orientações da Igreja e do bispo diocesano” (cf. Documento 62 da CNBB nº 160; Diretório para as celebrações dominicais na ausência de presbítero, da Congregação para o Culto Divino, 10/06/1988; Documento 52 da CNBB, de 1994).

Desse modo, “as celebrações da Palavra de Deus não são uma criação das últimas décadas, mas fazem parte da tradição da Igreja… A finalidade destas celebrações é de assegurar às comunidades cristãs a possibilidade de se reunir no domingo e nas festas, tendo a preocupação de inserir suas reuniões na celebração do ano litúrgico e de as relacionar com as comunidades que celebram a Eucaristia” (cf. Documento 52 da CNBB, introdução, p. 06).

Desse modo, “o papel principal de quem preside é manter viva a relação dialogal entre Deus e a comunidade celebrante, entre os ministérios e a comunidade, entre os vários ministérios entre si” (Guia Litúrgico-Pastoral da CNBB, p. 60).

“Quem preside assume a função de coordenar a celebração. Realiza os ritos próprios da presidência: saudação inicial (sinal da cruz, saudação bíblica e etc); proclamação do Evangelho e homilia, e convite às preces; proclamação da ação de graças ou da louvação; convite ao Pai nosso e à comunhão; oração final e bênção” (Guia Litúrgico-Pastoral da CNBB, p. 60).

O QUE FAZER NO DOMINGO?

Reúnam-se no dia do Senhor [= dominica dies = domingo] para partir o pão e agradecer, depois de ter confessado os pecados, para que o sacrifício de vocês seja puro” (Didaqué 14,1. 96 dC)

O Papa Silvestre instruiu os clérigos a guardar as feriae [feriados]. E, de fato, baseando-se numa antiga tradição, ele chamou o primeiro dia (da semana) de “Dia do Senhor!”, no qual a luz foi feita no princípio e no qual se celebra a Ressurreição de Cristo”.

No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para partir o pão, Paulo, que havia de viajar no dia seguinte, conversava com os discípulos e prolongou a palestra até a meia-noite” (At 20,7).

A palavra é originária do latim dies Dominicus, que significa “dia do Senhor”. Existe, nessa mesma acepção, em castelhano (Domingo),

Em 325 d.C. as orientações decididas no Primeiro Concílio de Nicéia, estabelecem universalmente o primeiro dia da semana como dia sagrado, o nome do primeiro dia da semana foi modificado de Prima Feria para Dies Domenica. Decisão mantida pela maioria das denominações cristãs até a atualidade.

Facilitador: Manoel Lima de Oliveira

[17] Cf. JOÃO PAULO II. Carta apostólica Dies Domini, especialmente nn. 31-51: AAS 90 (1998), PP. 713-766, aqui PP. 731-746; João Paulo II. Carta apostólica Novo Millenio ineunte, nn. 35-36, 6 de janeiro de 2001: AAS 93 (2001), PP. 290-292;João Paulo II. Carta encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 41: AAS 95 (2003), PP. 460-461.

[18] Conc. Ecum. Vaticano II. Decreto sobre o Ministério e a vida sacerdotal, presbyterorum ordinis, n. 6; cf. João Paulo II, Carta encíclica Ecclesia de Eucharistia, nn. 22 e 33: AAS 95 (2003), PP. 448 e 455-456.

[19] Cf. S. Cong. Dos Ritos. Instrução Eucharisticum mysterum, n. 26: AAS 59 (1967), PP. 555-556; Cong. Para Culto dominicais na ausência do Divino. Diretorio para as celebrações do sacerdote, Christi Ecclesia, nn. 5 e 25, 2 de junho de 1988: Notitiae 24 (1988), pp. 366-378, aqui 367-372.

[20] Cf. Cong. Para Culto Divino. Diretório para as celebrações dominicais na ausência do sacerdote, Christi Ecclesia, n. 18, 2 de junho de 1988: Notitiae 24 (1988), pp. 366-378, aqui p. 370.

[21] Cf. João Paulo II. Carta Dominicae Cenae, n. 2: AAS 72 (1980), p. 116.

[22] Cf. João Paulo II. Carta apostólica Dies Domini, n. 49: AAS 90 (1998), p. 774; Carta encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 41: AAS 95 (2003), PP. 460-461; Código de Direito Canônico, Cân. 1246-1247.

[23] Código de Direito Canônico, cân 1248, § 2; cf. Cong. Para o Culta Divino. Diretório para as celebrações dominicais na ausência do sacerdote Christi Ecclesia, nn. 1-2,2, 2 de junho de 1988: Notitiae 24 (1988), pp. 366-378, aqui 366.

[24] João Paulo II. Carta encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 33: AAS 95 (2003), pp. 455-456.

[25] Cf. Cong. Para Culto Divino. Diretório para as celebrações dominicais na ausência do sacerdote, Christi Ecclesia, n. 22, 2 de junho de 1988: Notitiae 24 (1988), pp. 366-378, aqui p. 371.

[26] João Paulo II. Carta encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 30: AAS 95 (2003), pp. 453-454; cf. também Pont. Cons. Para Promoção da Unidade dos Cristãos. Diretório para a aplicação dos princípios e normas sobre ecumenismo La recherche de l’unité, n. 15: AAS 85 (1993), -1.085.

[27] Cf. Pont. Cons. Para Promoção da Unidade dos Cristãos. Diretório para a aplicação dos princípios e normas sobre ecumenismo La recherche de l’unité, n. 101: AAS 85 (1993), -.1.081-1.082.

Sobre manoeloliveira

Gosto de Ler, me relacionar com pessoas e amo profundamente "pregar" a Palavra de Deus para as pessoas, seja na Igreja, no Grupo de Oração e na Catequese. A minha resposta foi "SIM" com sim de Maria, "Eis me Aqui" como todos o que vivem o projeto de Jesus Cristo, devem afirmar! O que serei se não Evangelizar. Amém!
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